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Poesia · Coletânea · 40 poemas

Das Coisas
que o Amor Faz

Pequena anatomia do sentir.

141 páginas 40 poemas Cascavel, Ceará
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Sobre a obra

Alguns sentimentos não cabem em uma só face do tempo. Das Coisas que o Amor Faz reúne quarenta poemas que percorrem o amor em suas quatro estações — não as do calendário, mas as da alma humana.

Na Primavera, o amor é semente: tímido, fresco, esperançoso. Nasce entre olhares que ainda não sabem o nome do que sentem, em gestos que se revelam aos poucos, temendo o frio que passou e sonhando com o calor que virá. No Verão, é fogo: deseja, consome, se entrega sem reservas — e às vezes queima o que toca.

No Outono, torna-se brisa: reflete, amadurece, compreende o que o ardor impediu de ver. E no Inverno — a estação mais íntima e mais corajosa — o amor aprende a permanecer mesmo no frio da ausência. É aqui que habitam os poemas de luto pelo pai, os versos mais pessoais e mais honestos do livro.

A coletânea alterna formas: fábulas em verso, baladas épicas, poemas líricos curtos, poemas narrativos longos, e até reflexões sobre o amor na era digital. É um mapa completo do sentir — escrito por quem sentiu tudo com a intensidade de quem sabe que a vida é breve.

Vozes que abrem a obra

O amor é uma flor que floresce em qualquer estação do coração humano — basta que haja alma para senti-lo e silêncio para escutá-lo.

— Khalil Gibran, epígrafe escolhida por Robério Diógenes

Somos o que falta no outro ser,
metades que o tempo quis esconder.
Por isso, jamais pudemos entender
por que é tão difícil se pertencer.

— trecho de Metades Eternas · Primavera

Quem tenta o destino com sangue e engano,
amarra-se ao próprio desengano.

— moral de O Encantamento do Nó de Sangue · Inverno

As quatro estações do amor

Primavera

Doçura, encanto e o primeiro sopro

O amor que nasce. Tímido, fresco, repleto de promessas. São sussurros entre pétalas abertas e olhares que ainda não sabem o nome do que sentem. O coração é jardim — e cada poesia, uma semente.

A lição da montanha Metades eternas A ternura de um êxtase Sonho que nunca toquei Amor de vidro A rosa e o jardineiro · Almas eternas

Verão

Fogo, entrega e o ardor sem culpa

O amor que arde e consome. A paixão que não pede licença para existir. Encontros secretos, desejos nomeados, a cabana à beira-mar. O silêncio que antecede o fogo.

Meu sonho impossível O nome que não se pronuncia Segredo de nós dois Entre o pecado e o paraíso A Cabana e o Mar O silêncio e o fogo

Outono

Reflexão, amadurecimento e despedida

O amor que aprende. A brisa que traz clareza depois do incêndio. Poemas sobre o tempo que passou, o amor digital, o zodíaco e os anos que ficaram no corpo.

O Perfume do Vendaval De volta ao amor Zumbis Digitais Os doze filhos do zodíaco A Anatomia de Peixes Os melhores anos de nossas vidas

Inverno

Silêncio, ausência e o amor eterno

O amor que permanece. O luto, a saudade, o fio invisível entre quem ficou e quem foi. A estação mais corajosa — e a mais pessoal do autor.

Em carne viva As migalhas do teu silêncio Até Mais um Pouco, Meu Pai Adeus, Meu Pai Réquiem para um amor eterno O mago e a flor · A Rosa e o Urso

O poema mais íntimo da coletânea

O Inverno guarda os poemas mais pessoais do livro. Robério Diógenes dedicou a obra à memória do pai — e nela escreveu um ciclo de poemas que atravessa o luto com uma honestidade rara na poesia contemporânea brasileira.

Adeus, Meu Pai — trecho

Em memória de meu pai,
cuja vida me ensinou o sentido do amor
e cuja partida me ensinou a beleza do eterno.

— Dedicatória de Robério Diógenes

Índice completo da obra

🌸 Primavera

01A lição da montanha
02Metades eternas
03A ternura de um êxtase
04Sonho que nunca toquei
05Amor de vidro
06A rosa e o jardineiro
07Almas eternas
08A rosa e a rua

☀️ Verão

09Meu sonho impossível
10O nome que não se pronuncia
11O jardim do mistério
12Segredo de nós dois
13Entre o pecado e o paraíso
14Prisioneiros de dois mundos
15A Cabana e o Mar
16O silêncio e o fogo

🍂 Outono

17O Perfume do Vendaval
18O Último Sortilégio de Nós Dois
19De volta ao amor
20Antes que seja tarde
21Ecos da eternidade
22Ainda há tempo
23Coração Adormecido
24As Veredas do Teu Coração
25Zumbis Digitais
26Balada para um amor que resiste
27Balada das Sombras Digitais
28Odisseia do renascer
29Os melhores anos de nossas vidas
30Os doze filhos do zodíaco
31O Casamento dos Signos
32A corrida dos elementos
33A Anatomia de Peixes

❄️ Inverno

34Em carne viva
35As migalhas do teu silêncio
36A ovelha e o mar
37Até Mais um Pouco, Meu Pai
38Solidão Acompanhada
39A última luz
40Adeus, Meu Pai
+A Marca Invisível · O mago e a flor
+O homem que sabia olhar
+O encantamento do nó de sangue
+A Rosa e o Urso

Nota do autor

Escrevi este livro como quem observa o amor através das estações — cada uma revelando um rosto diferente da mesma emoção. Reuni aqui versos que caminham por essas quatro paisagens do sentir. São fragmentos daquilo que o amor faz — em nós, por nós, e apesar de nós. Que cada página te encontre em tua própria estação.

— Robério Diógenes

Para você que vai ler

Das Coisas que o Amor Faz é para quem ama poesia — mas também para quem nunca achou que gostava de poesia. As fábulas em verso, os poemas narrativos longos e as baladas desta coletânea têm a fluidez de uma história, com a densidade de quem escreve para sentir.

É para quem está em qualquer das quatro estações: quem está apaixonando, quem está ardendo, quem está aprendendo a soltar, ou quem está aprendendo a sobreviver à ausência de alguém que amou.

E é, acima de tudo, para quem já perdeu o pai — ou teme perder. Os poemas do Inverno falam a língua que o luto fala quando não há mais palavras comuns.