Das Coisas
que o Amor Faz
Pequena anatomia do sentir.
Sobre a obra
Alguns sentimentos não cabem em uma só face do tempo. Das Coisas que o Amor Faz reúne quarenta poemas que percorrem o amor em suas quatro estações — não as do calendário, mas as da alma humana.
Na Primavera, o amor é semente: tímido, fresco, esperançoso. Nasce entre olhares que ainda não sabem o nome do que sentem, em gestos que se revelam aos poucos, temendo o frio que passou e sonhando com o calor que virá. No Verão, é fogo: deseja, consome, se entrega sem reservas — e às vezes queima o que toca.
No Outono, torna-se brisa: reflete, amadurece, compreende o que o ardor impediu de ver. E no Inverno — a estação mais íntima e mais corajosa — o amor aprende a permanecer mesmo no frio da ausência. É aqui que habitam os poemas de luto pelo pai, os versos mais pessoais e mais honestos do livro.
A coletânea alterna formas: fábulas em verso, baladas épicas, poemas líricos curtos, poemas narrativos longos, e até reflexões sobre o amor na era digital. É um mapa completo do sentir — escrito por quem sentiu tudo com a intensidade de quem sabe que a vida é breve.
Vozes que abrem a obra
O amor é uma flor que floresce em qualquer estação do coração humano — basta que haja alma para senti-lo e silêncio para escutá-lo.
Somos o que falta no outro ser,
metades que o tempo quis esconder.
Por isso, jamais pudemos entender
por que é tão difícil se pertencer.
Quem tenta o destino com sangue e engano,
amarra-se ao próprio desengano.
As quatro estações do amor
Primavera
Doçura, encanto e o primeiro sopro
O amor que nasce. Tímido, fresco, repleto de promessas. São sussurros entre pétalas abertas e olhares que ainda não sabem o nome do que sentem. O coração é jardim — e cada poesia, uma semente.
Verão
Fogo, entrega e o ardor sem culpa
O amor que arde e consome. A paixão que não pede licença para existir. Encontros secretos, desejos nomeados, a cabana à beira-mar. O silêncio que antecede o fogo.
Outono
Reflexão, amadurecimento e despedida
O amor que aprende. A brisa que traz clareza depois do incêndio. Poemas sobre o tempo que passou, o amor digital, o zodíaco e os anos que ficaram no corpo.
Inverno
Silêncio, ausência e o amor eterno
O amor que permanece. O luto, a saudade, o fio invisível entre quem ficou e quem foi. A estação mais corajosa — e a mais pessoal do autor.
O poema mais íntimo da coletânea
O Inverno guarda os poemas mais pessoais do livro. Robério Diógenes dedicou a obra à memória do pai — e nela escreveu um ciclo de poemas que atravessa o luto com uma honestidade rara na poesia contemporânea brasileira.
Adeus, Meu Pai — trecho
Em memória de meu pai,
cuja vida me ensinou o sentido do amor
e cuja partida me ensinou a beleza do eterno.
— Dedicatória de Robério Diógenes
Índice completo da obra
🌸 Primavera
☀️ Verão
🍂 Outono
❄️ Inverno
Nota do autor
Escrevi este livro como quem observa o amor através das estações — cada uma revelando um rosto diferente da mesma emoção. Reuni aqui versos que caminham por essas quatro paisagens do sentir. São fragmentos daquilo que o amor faz — em nós, por nós, e apesar de nós. Que cada página te encontre em tua própria estação.
Para você que vai ler
Das Coisas que o Amor Faz é para quem ama poesia — mas também para quem nunca achou que gostava de poesia. As fábulas em verso, os poemas narrativos longos e as baladas desta coletânea têm a fluidez de uma história, com a densidade de quem escreve para sentir.
É para quem está em qualquer das quatro estações: quem está apaixonando, quem está ardendo, quem está aprendendo a soltar, ou quem está aprendendo a sobreviver à ausência de alguém que amou.
E é, acima de tudo, para quem já perdeu o pai — ou teme perder. Os poemas do Inverno falam a língua que o luto fala quando não há mais palavras comuns.